segunda-feira, 22 de abril de 2013

Se for um americano típico, será também um viciado em açúcar: uma em cada cinco calorias que ingere provém do açúcar (na forma de sacarose, frutose e outros adoçantes), chegando a um total final de 70 kg de açúcar por ano. Para muitos de nós, essa enorme quantidade de açúcar não é um problema demasiado grande. Quando comemos uma taça de gelado ou bebemos um refrigerante açucarado, o nosso pâncreas, um órgão digestivo, entra em quinta velocidade, secretando grandes quantidades da hormona insulina. A insulina carrega rapidamente o açúcar (sob a forma de glucose) para fora da corrente sanguínea e para as células para ser consumido ou armazenado. Cerca de 6% das pessoas, no entanto, não têm a constituição genética que lhes permita lidar com a sobrecarga de açúcar durante uma vida inteira. Se pertencer a esse grupo (e não há maneira definitiva de saber quem pertence e quem não pertence), mais tarde ou mais cedo – mas geralmente algures entre os 40 e os 50 anos – alguns dos receptores de insulina das suas células podem entrar em greve e recusar-se a aceitar mais entregas de açúcar, deixando o açúcar em excesso a flutuar no sangue. Além disso, a quantidade de insulina que o nosso corpo produz é reduzido. O resultado disto é a diabetes Tipo II (não insulina dependente), ou açúcar elevado no sangue. Quase 15 milhões de americanos têm de lidar com esta situação. O excesso de açúcar no sangue danifica as artérias e veias e pode levar a uma doença cardíaca fatal e a um AVC. (A taxa de mortalidade das pessoas de meia-idade com diabetes Tipo II é o dobro das pessoas de meia-idade que não a têm). O excesso de açúcar pode também provocar doença renal, problemas na visão e danos nervosos graves dos membros inferiores e outras partes do corpo. (As pessoas com diabetes Tipo II representam mais de 50% das amputações feitas nos Estados Unidos todos os anos). Se tiver diabetes Tipo II, as mudanças na forma como se alimenta (e, evidentemente, no seu exercício) podem ser o bilhete de regresso à boa saúde. AÇÚCAR E ALIMENTOS REFINADOS: Cortar. Primeiro, deverá reduzir a ingestão de açúcar, bem como minimizar os primos direitos deste, que são os alimentos refinados como o pão branco e os snacks que contêm farinha e outros cereais altamente processados. Os cereais processados atiram com uma grande quantidade de glucose para o sangue. ALIMENTOS INTEGRAIS: Siga o Arco-Íris. Adicione mais alimentos integrais, como fruta, vegetais, cereais, feijões, nozes e sementes à sua dieta. São ricos em fibras e outros factores nutricionais que ajudam e estabilizar o açúcar no sangue. A forma mais simples de ingerir uma variedade de alimentos integrais é tentar comer todas as cores todos os dias. Tomates vermelhos, cenouras cor de laranja, abóbora amarela, salada verde, amoras azuis, arroz castanho, feijão preto. Se assegurar de que ingere um espectro nutricional de alimentos coloridos todos os dias, e se concentrar em obter essas cores todas a partir de alimentos integrais, começará a controlar o açúcar elevado através da dieta. ÁCIDOS GORDOS: Para Controlo de Danos. Creio que os suplementos que contêm ácidos gordos essenciais, como o óleo de linhaça, podem ajudar a reparar os danos celulares causados por uma vida inteira de consumo excessivo de açúcar. Quando for à procura de um suplemento, procure as palavras lignanos elevados no rótulo. Isso indica que o produto é rico em ácidos gordos ómega-3, ómega-6 e ómega-9. Todos eles são necessários para o tratamento celular. Se procurar óleo de linhaça em líquido, em vez de em cápsulas, procure um produto que tenha sido especialmente preparado usando nitrogénio. Se não for esse o método de preparação usado, o benefício para a saúde do óleo é reduzido durante a preparação. Um bom produto mencionar-lhe-á no rótulo que esse foi o método de preparação. Ou procure no frasco uma data «usar até». Siga as dosagens recomendadas no rótulo. EXERCÍCIO: Duas Vezes por Dia, Todos os Dias. Os estudos mostram que as pessoas que fazem exercício reduzem o risco de desenvolver diabetes Tipo II em 24%.Tal acontece porque o exercício é o melhor amigo da insulina: dá uma ajuda, movendo o açúcar para fora da corrente sanguínea e empurrando-o para dentro das células. Quando os músculos estão em forma, é necessária menos hormona para transferir o açúcar para as células musculares.. Se lhe tiver sido diagnosticada diabetes Tipo II, poderá precisar do poder regulador da insulina dado pelo exercício. A chave para o uso do exercício para normalizar o açúcar do sangue, fazer exercício duas vezes por dia, todos os dias – uma vez de manhã outro à tarde em sessões de 15 a 20 minutos. Se precisa de comer três ou mais vezes por dia para manter o açúcar no sangue a um nível equilibrado, o que leva a pensar que pode fazer exercício ao ritmo tantas vezes de três vezes por semana, e mesmo assim controlar os níveis de açúcar? Não pode. Para criar uma rotina agradável de exercícios que possa manter para o resto da sua vida, sugere-se que faça um tipo de exercício de manhã e outro à tarde. Para a rotina matinal, recomenda-se fazer qualquer coisa de que goste, quer sejam os exercícios mais suaves como o ioga ou o tai chi (rotina de exercício chinesa de movimentos fluidos), quer seja uma actividade ligeiramente mais dura, como trabalhar com pesos. Para o exercício da tarde, sugere uma caminhada como a forma mais fácil de sair e começar o exercício. (Uma precaução, no entanto: se trabalhar com pesos, faça-o apenas dia sim, dia não, para evitar o esforço excessivo dos músculos).

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